[ROLEPLAYERS] Corujão RPG na Geek House

O templo das estrelas

Os portões de Brusko
Nas ameias encrustadas na montanha um grupo de anões fortemente armados surgem para receber os visitantes.
Marmorai se adianta para falar, mas Hama se adianta e brada:
__Somos a escolta da princesa Elisabeth Kenningam de Caldia. Viemos trazer a noiva para o casamento real.
Os portões se abrem.
E antes que os heróis possam pensar, um destacamento de soldados anões sai da montanha. Fortemente armados com armadura completa de batalha, escudos e lanças. Tambores começam a tocar retumbando das profundezas da montanha. Os heróis adentram com seus cavalos passando pelo corredor formado pelo exercito anão.
Todos são escoltados pelos salões do reino anão.
Atravessam a cidade que fica dentro da montanha até chegarem ao grande palácio de pedra esculpido nas rochas da montanha.
Adentram os salões reais e encontram um exército lá dentro.
Não existe comemoração
Não existe cerimonia de casamento sendo preparada
O clima é de ódio e guerra.
Sentado em seu trono de pedra o rei de Brusko Thrandurin e nas escadarias que levam ao trono Thrandil, o príncipe anão.
Sejam bem vindos! Grita o rei anão.
Todos os heróis se ajoelham. Aramil conduz a princesa para apresentar ao rei e ao príncipe. Marmorai para ao seu lado. Todos se entre olham um pouco aflitos com o clima, mas confiantes, pois a missão foi concluída.
__E trouxeram a puta de Caldia!_Brada o rei anão.
Todos se entreolham chocados. O que ele disse? Diz Hama….não.
Sim! A vadia de Caldia! Filha do maldito Arthur que se acha soberano das terras do mar. Quando o povo anão propôs aliança, Arthur nos negou. Negou a mão anã, negou uma parte se seu porto! E agora traz a puta de sua filha como oferenda ao meu filho porque sua cidade foi atacada e esta indefesa? Hahaha.Gargalha o rei que continua.__ Pois agora é a hora de atacar! Caldia esta indefesa e o reino de Brusko ira tomar a cidade e o grande porto serão nossos! Cortem a garganta de todos e leve a cabeça da princesa de volta ao pai dela antes de nossos machados chegarem.
Assim que o rei diz suas palavras o grupo se levanta, então Thrandil, o príncipe se levanta.
__ Guardas! Esperem! Meu pai não faça isso. Não precisa matar esses homens, eles não têm culpa e nem a princesa. Esses homens parecem ser todos valorosos aventureiros, talvez eles tenham sido enviados pelas estrelas para resolvermos aquele problema.
O rei pondera nas palavras do filho.__ Pois bem! Levem para a masmorra, vamos esperar o que o sábio tem a dizer.
Assim os heróis são escoltados para as masmorras do palácio. Descem muitas e muitas escadarias e chegam a um salão com dezenas de celas, todas abertas, pois não há a menor possibilidade de fuga.
Na masmorra eles encontram dois prisioneiros que estão lá há dois dias, capturados apenas por estarem próximos a Brusko. Nouer, um feiticeiro tiefling e *Galafael*uma elfa druida.
Todos se conhecem e Aramis conta um pouco mais do que devia.
Joseph pede uma audiência com o rei, pois ele tem uma proposta comercial de interesse do reino de Brusko.
Um tempo se passa e então soldados chegam e adentram a masmorra.
O grupo se prepara para o pior, mas quem chega é Thrandil.
O príncipe pede um tempo para conversar com a princesa e ambos ficam a sós alguns minutos com Marmorai fazendo a proteção da princesa.
Em seguida surge um anão muito idoso, que anda com dificuldades se apoiando em seu cajado, suas barbas brancas quase tocam o chão.
O ancião se aproxima do grupo, toca Aramis.Cuidado com esse arco, ele pode te enganar. O mercenário da de ombros. Esses bolsos não estão muito cheios não?__ diz o ancião olhando p/ Hama que fica corado.__ Há e olha só__ aponta o ancião para Argetlan.__ O filho das estrelas.
Todos olham para o meio elfo.
O ancião senta ao seu lado e examina o herói.
Você é o filho das estrelas que veio até nós. É uma honra poder viver para velo chegar. A estrela o espera….pena que caiu em um lugar tão inóspito, mas não poderia ser diferente não é?
Argetlan não entende.
O ancião continua.
Você caiu com a estrela. Para que haja equilíbrio. Um mal quer usar um poder que não pertence a ele e você surgiu para ajudar a restabelecer a ordem, não a toa tem um filho de Capricórnio ao seu lado. Ele olha para Hama que observa a tudo.
Mas temos que encontrar a artesã anã. Ela que pode restabelecer essa ordem.Diz Argetlan. O sábio sorri.__ Todos temos um papel neste mundo.
Thrandil se aproxima.__ A estrela caiu nesta montanha. Vimos quando seu rastro atravessou nosso reino e atravessou toda a montanha indo para além das profundezas. Se encontrarmos a estrela, podemos provar ao meu pai que vocês são heróis dignos e posso ganhar tempo para impedir a fúria da guerra que atormenta o espirito do meu pai, rei de Brusko.
Argetlan se levanta.__ Pois bem, eu vou à busca da estrela.
Hama também se levanta.__ eu também irei. Aramis fica ao lado de Argetlan e o anão Korak também.
Eu também vou com vocês. Diz o príncipe Thrandurin. Meu reino e eu vou levar a estrela de volta até meu pai.
Nouer e Galafael se aproximam e se também se dispõe a ajudar na busca.
Joseph e Loki dão de ombros e decidem que não vão, pois já haviam cumprido a missão deles e que agora eles teriam uma chance de como mercadores trabalharem para o futuro soberano de Brusko e Caldia.
Hama e Joseph discutem, mas logo a briga é aplacada por Aramis.
Por fim do grupo sai.
Marmorai vai com a princesa para os aposentos reais. A princesa é levada pelas damas da corte anã e Marmorai desaparece. O grupo é levado até as minas. Suas armas são devolvidas e o grupo segue até as profundezas do reino dos anões, indo fundo dentro da montanha.
O grupo chega até um poderoso portão de ferro, com cinco metros de espessura e cheio de engrenagens. Foram necessários oito anões puxando diversas alavancas ao mesmo tempo para uma fenda no portão se abrir para os heróis passarem.
Há muito tempo. Começou a dizer o sábio.__ Os mestres anões cavaram muito fundo e chegaram às profundezas do submundo. Descobrimos a existência de uma cidadela mais antiga que o nosso reino. Existe um mau ai guardado e esquecido. Os portões foram construídos para que esse mau não venha assolar nosso mundo. A estrela perfurou a montanha e foi cair lá. Nada é à toa. E Esse mistério vocês é que terão de descobrir.
Dizendo isso o grupo atravessa o portão de ferro e adentra ao reino das profundezas.
O príncipe Thrandil segue a frente, junto com ele Aramil, Argetlan, Hama, Nouer, Galafael e Korak o anão. Todos chegam a um precipício e abaixo deles um vale dentro das profundezas da montanha se estende. Neste vale uma cidade, antiga, abandonada e em ruínas, um lugar inóspito e muito antigo.
O grupo segue por um declive e chegam até uma espécie de elevador de carga. Uma coluna de madeira que se estende até o chão da cidadela. Correntes e roldanas formam a estrutura do elevador que servia para trazer minério. O príncipe tenta usar uma das alavancas e a mesma se arrebenta e desmorona tudo causando um barulho infernal.
Bom…se existe um mau aqui, ele já sabe que chegamos. Diz Aramil.
A outra alavanca é usada por Nouer que consegue trazer para cima um dos caldeirões de ferro, onde os heróis adentram e descem para a cidadela. Korak fica para resguardar o grupo e o retorno de todos pelo elevador.
O grupo chega à cidadela abandonada e começa a investigar o lugar. Vêm as ruínas do mundo antigo e inscrições de outra língua que ninguém consegue distinguir, exceto Argetlan que consegue ler em uma das inscrições algo que ele traduz como: “Lar dos filhos dos dragões”.
O grupo segue pelas ruas, quando são surpreendidos por uma criatura reptiliana. Meio humanoide com aparência de um misto entre humano e dragão.
O Draconiano salta para cima dos heróis e é rapidamente abatido.
Outros dois surgem e começam a falar em uma língua estranha. Um novo combate acontece e no meio do embate com as feras, outros cinco draconianos aparecem com arcos e flechas e a verdadeira batalha acontece.
Aramil dispara suas flechas junto com Galafael. Nouer dispara suas magias, relâmpagos e dardos de fogo que ao serem disparados causa pânico nos draconianos. Em um momento de fúria, o príncipe dispara contra seus inimigos e salta por cima dos escombros derrubando dois dos draconianos. Hama e Argetlan chegam junto ao embate e dão cabo dos monstros. O ultimo deles é decapitado por Aramil que salta por cima de Thrandil em uma manobra de ataque e defesa de seus companheiros.
Um draconiano trajando um manto negro surge por cima dos escombros e começa a cantarolar em sua língua exótica.
Aramil corre até ele para dar cabo de sua vida, todos se levantam e então a escuridão surge!
Uma escuridão tão densa e profunda que nem os elfos podiam enxergar através dela. Então veio o grito da morte e um medo absurdo foi infestado em todos os heróis. Era um medo tão poderoso que eles desejaram morrer naquele instante, pois a vida parecia dolorida demais.
Ouviram um som do ar sendo sugado. Sentiram um sopro quente e em seguida uma sensação de que água fervente havia sido jogada sobre eles.
A escuridão se dissipa e diante deles esta um dragão negro.
Lindo com suas escamas negras. O grupo esta caído sofrendo as dores do sopro acido em seus corpos. A dragofobia tomava conta de suas almas, eles preferiam morrer ao presenciar aquela cena de dor e pânico, tamanho era o medo deles.
Hama era o que menos havia se ferido, olhando ao seu redor ele vê Aramil e o príncipe que estão caídos no chão. Hama os da como estando mortos.
O dragão avança sobre o grupo batendo suas asas, então a cicatriz na mão de Argetlan começa a brilhar e ao longe de dentro de uma construção, uma coluna de luz surge também. Esse fato chama a atenção do dragão que ignora o grupo e voa rapidamente em direção de onde foi projetada a coluna de luz.
O grupo foge e arrasta o corpo do príncipe e o de Aramil. Galafael examina e diz que ambos ainda estão vivos, mas por pouco tempo. Hama e Galafael fazem os cuidados médicos e saem do meio da rua para dentro de uma construção próxima.
Todos se escondem.
O medo e a morte ficam com eles.
Hama monta um esconderijo para o grupo e fica de vigia. Todos os demais tentem descansar. Galafael usa seus poderes de druida e realiza algumas magias de cura, sarando alguns dos companheiros.
Passam se algumas horas. O clima é de apreensão. Durante esse tempo Hama viu o dragão negro sobrevoar a cidadela e gritas e excitar os draconianos. Por duas vezes grupos dessas criaturas passaram próximos ao esconderijo e em uma das ocasiões o dragão negro matou alguns deles com seu sopro ácido e retornou ao seu covil.
Hama acordou todos do grupo. O príncipe estava determinado a recuperar a estrela custe o que custar. Havia um dragão negro abaixo de seu reino e ele precisava ser detido. Argetlan, Nouer e Galafael junto com Hama saíram do esconderijo. Aramis ficou, pois ele não conseguia andar direito. O ácido havia causado lesões em suas pernas e seriam necessárias mais magias de cura para ele estar apto.
Assim o grupo partiu para a maior construção da cidade, um templo antigo de onde a coluna de luz podia ser vista e os gritos do dragão podiam ser ouvidos.
Hama foi à frente para investigar o local, havia escuridão mágica. O grupo veio na sequência e quando todos chegaram à magia foi desfeita.
E lá estava dentro do salão do templo em ruínas, em cima de um altar de pedra, um dos fragmentos da estrela que brilhava. O dragão estava atrás da joia e não entendia a audácia daquele grupo estar ali.
Durante anos Kalysht era a soberana da cidadela, todos tinham medo de sua presença e ninguém nunca ousou desafiá-la, ela era um dragão negro e não havia nada que pudesse a deter, então ela não entendia como alguém teria coragem para tentar feri-la.
Quando Argetlan venceu sua dragofobia e se aproximou para enfrentar o dragão, ela não sabia o que fazer, pois todos sempre tinham medo dela, aquilo era novo.
Hama aproveitou o momento, correu e pegou a estrela. Nouer disparou uma magia de fogo e o príncipe se arremeteu e atingiu a pata do dragão com sua espada. Em fúria a besta reagiu e golpeou Thrandil.
Argetlan pulou para cima do dragão e recebeu um poderoso contra golpe de Kalysht que o fez voar em cima do príncipe anão e ambos rolaram para a entrada do templo onde o grupo se encontrava. Aramil mesmo ferido surge de espada em punho. O grupo se junta
Galafael prepara seu arco
Kalysht começa a inflar o ar em seu peito e se prepara para cuspir seu sopro ácido.
Hama entrega a estrela para Argetlan.
__Toma aqui o filho das estrelas… Faz alguma coisa!
Argetlan não sabia o que fazer, mas pegou a estrela e a mesma começou a brilhar e produzir raios em sua mão, ele apontou para o dragão.
O sopro ácido foi disparado
Nouer dispara seu relâmpago de fogo
Aramil e Galafael disparam suas flechas
Um clarão de luz surge da estrela
Relâmpagos e luz
Houve um forte brilho e então tudo se apagou.
Não havia mais dragão, nem templo nem cidadela nas profundezas. O ar era frio e o céu estrelado, a grama alta cobria suas botas e uma densa neblina encobrirá parte da paisagem, era noite, havia uma floresta próxima.
Argetlan ainda olhava a estrela em sua mão que faiscava.
Todos estavam juntos.
Hama, Argetlan, Noua, Galafael, Aramil e Thrandil
Eles haviam sido teletransportados.
Agora restava saber para onde…

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celtic_and

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