[ROLEPLAYERS] Corujão RPG na Geek House

A ilha alva

Laurina a deusa das estrelas

O vento gélido bateu no rosto dos heróis.
Uma coluna do templo (Parte dela) que foi teletransportado junto cai ao chão.
O céu é muito estrelado
A grama é alta, mas não verdejante, na verdade esta quase morta toda a vegetação. Um cheiro podre e fétido invade as narinas de todos.
Uma poderosa neblina encobre todo o lugar e oculta da visão do grupo qualquer coisa que esteja alem de alguns metros.
Hama, Argetlan, Nouer, Galafael, Aramil e Thrandil
Eles haviam sido teletransportados.
Agora restava saber para onde…
De repente a estrela que estava na mão de Argetlan começou a brilhar. O filho das estrelas tentou esconder o fragmento no bolso, mas a mesma brilhava muito para poder ser ofuscada.
Então surgiu misticamente um fio de prata ligando cada um dos heróis com algo alem do alcance de suas visões. Com exceção de Argetlan que tinha um fio dourado e fraco que apontava para o céu.
O que é isso?Gritou Aramil.
Galafael tentou pegar o fio de prata ligado ao seu pescoço, mas ele era translucido e etéreo.
Essa é a linha invisível que liga o nosso corpo a nossa alma.Diz Nouer. O feiticeiro da raça dos Tieflings ainda completa.Se estamos vendo a linha de prata do nosso corpo, significa que nossas almas estão onde este linha mística aponta. Não sei o porquê, pois isso nem deveria ser possível.
Hama passa a espada na linha de prata de Thrandil. O príncipe anão encara o ladino que sorri.
Só estava testando meu caro príncipe.
Seguinte.Diz Aramil.__Vamos para onde a linha aponta. Que escolha temos? Já estamos todos fudidos mesmo!
O grupo começou a avançar naquela terra desconhecida.
Sons vindos de toda a parte ecoavam. Gritos, choros e lamurias. Havia uma sensação de morte ao redor deles.
Caminharam por alguns minutos e logo chegaram às ruínas de um pequeno templo circular.
Assim que o grupo chega, Argetlan corre para o centro do templo e coloca a estrela sobre um antigo altar semi destruído. Mas nada acontece. Somente quando Aramil se aproxima é que ocorre uma explosão de luz.
O saquinho onde ele guardava o pó de estrela pego no começo de sua campanha explode. A onda de impacto o arremessa para longe. A poeira começa a girar formando um tornado. Uma luz azul invade o local.
A poeira começa a se juntar e tomar forma. Uma luz dourada vai emanando do ser até que tudo se transforma em uma criatura humanóide. Surge um velho, envolto em mantos negros e antigos portando uma enorme foice.
Atrás dele surge uma figura espectral e gigantesca de um bode com as estrelas da constelação de capricórnio.
Eu renasci!Grito o velho.
Certo! Parabéns para você.Diz Aramil se levantando.
O velho começa a caminhar na direção dos heróis.
__Eu sou a estrela caída. O filho da deusa mãe. Aquele que busca quem deve partir. Eu sou o imortal de Capricórnio!
O grupo todo se ajoelha, menos Thrandil e Aramil.
Hama olha feio para o príncipe anão e ameaça pular no pescoço do mesmo, então o anão também se ajoelha diante do imortal.
O imortal caminha até ficar de frente com Aramil.
Eu fui destruído. Havia pouco de mim…. Uma parte espectral apenas. Então você e seus amigos surgiram. Destruíram o resto de mim que existia e tu juntou o pó de estrela do meu corpo. O destino assim quis e trouxe você até este lugar onde eu pude renascer.
Você destruiu a forma espectral do imortal de capricórnio?Diz Argetlan olhando para Aramil.
Hey! Não olhem assim para mim, esse cara foi quem me atacou!Se defende Aramil olhando para Argetlan e depois para o imortal.
Isso não importa!Continua a falar o velho.Vocês não deveriam estar aqui. Vocês não deveriam existir. Nem vocês, nem eu e nem este lugar. Esta realidade esta errada. E agora um arquimago quer roubar o domínio desta realidade, por isso ele quer a alma de vocês. Tenho que impedir o plano do arquimago de se tornar um deus.O Imortal puxa sua foice.__Para isso vou ceifar a vida de todos vocês.
Opa! Espera ai velhinho.Diz Aramil dando alguns passos para trás.__Como assim? Vai matar a gente? Não é melhor você vir com a gente? Damos uma surra nesse arquimago e ninguém precisa ser “ceifado”!
Esta realidade não deveria existir?Pergunta Nouer. __Você fala a respeito da ilha Alva?
Não! Seus tolos!Brada o Imortal.__Este mundo é um erro. A ilha é um corpo morto, mas deuses não morrem! Suas essências continuam a existir tentando reviver e com o tempo suas essências podem acabar criando um mundo com seres e vida, poder e magia. O “Reino”, o mundo de onde vocês todos vieram é uma falha no cosmos.
Então ele chegou.Continua a falar o imortal.__O Arquimago! Vindo de Arton. Descobriu este lugar e uma maneira de tomar o poder da deusa. Primeiro ele a feriu profundamente o que causou a minha queda, agora ele precisa dos pedaços de Laurina que é a deusa das estrelas e precisa de vocês! As almas nobres para que ele possa realizar o ritual, roubar a essência divina de Laurina e retornar ao mundo de Arton como um Deus!
E o que podemos fazer para impedir?diz Galafael
É preciso que Laurina renasça. Assim toda a existência criada por sua essência também deixará de existir. O arquimago começou o ritual de renascimento da deusa, mas antes dela despertar, o mesmo vai tentar roubar seu poder. Para isso é que preciso matar vocês! Para impedir que o Arquimago roube o poder de nossa deusa mãe!Grita o Imortal levantando a foice pronto para cortar a linha de prata do pescoço de Aramil.
Então desce um raio de luz esverdeada e explode no templo em ruínas.
Surge diante do grupo de heróis e do Imortal de Capricórnio, um mago em vestes vermelhas e suntuosas com um rosto mórbido de pele acinzentada. Aramil o reconhece, é o Arquimago.
O Arquimago levanta o dedo indicar e diz;__Desintegrar.
Um raio esmeralda sai da ponta de seu dedo, o imortal cria um escudo de energia azul. O raio bate no escudo e desintegra o mesmo.
O grupo corre.
O Arquimago convoca uma chuva de fogo em cima do Imortal que se protege com outro escudo de energia. O mesmo explode o escudo e dispara um raio dourado aos céus. Sua constelação brilha e uma chuva de milhões de estrelas cadentes cai sobre a ilha Alva.
Todos devem morrer! Todos deveram nunca ter existido!Diz o Imortal.
Quando as estrelas cadentes caem sobre a ilha alva, do solo começa a brotar criaturas enormes. Um misto de bodes com minotauros. Eles saem aos montes portando machados feitos de pedra e carne.
O grupo contorna o templo e continua correndo.
Para onde vamos?diz Hama.
Sei lá! Não entendi nada!Grita Aramil.__O Imortal quer matar a gente o Arquimago foi que veio nos salvar.
Para o Arquimago é interessante que a gente esteja vivo.Diz Argetlan.
E para mim.Retruca Aramil.É interessante que EU esteja vivo!
O grupo continua correndo e um dos minotauros corre atrás do grupo. Percebendo que o monstro iria alcançar o grupo, Hama para, finca os pés no chão e salta com sua espada contra a besta em fúria.
Sua lámina rasga a barriga do monstro, mas o mesmo o atropela com seus cascos. Argetlan saca as duas espadas e corre contra o minotauro.
Seu ataque crava a espada no ombro do monstro. Argetlan tenta saltar por cima do oponente, mas se desequilibra e cai.
Noua conjura sua magia e de suas mãos um pequeno dragão de fogo é disparado explodindo no peito do minoutauro. No mesmo instante a elfa druida Galafael reza a mãe natureza e se enche de fúria se transformando em um enorme urso!
Thrandil corre e corta as pernas do minotauro com seu machado.
Aramil dispara suas flechas alvejando o monstro.
Hama e Argetlan se levantam e ambos fazem seus ataques.
O minotauro ainda se levanta, mas nessa hora Galafel urso avança sobre a besta e liquida de vez com o monstro.
O grupo se levanta e começa a correr novamente seguindo na mesma direção que os fios de prata em seus pescoços apontam.
Gritos, sussurros, cheiros podres ainda infestam o lugar. Somados a isso eles ouvem sons de batalha ao longe, vindo de vários lugares, como se houvessem batalhas ocorrendo à volta deles. E a todo instante.
Então de repente grama começa a crescer instantaneamente.
Um arbusto surge do nada
Flores nascem em volta deles e o grupo é cercado por arvores que nascem e crescem e se esticam em segundos diante dos olhos do grupo.
Galafael volta a ser druida e começa a chorar de emoção
Surge diante do grupo a Dama da Floresta.
Argetlan a reconhece de imediato.
Essa não!__A dama da floresta, A rainha das fadas. Veio cobrar o trato feito….justo agora?
A dama sorriu.
Aquilo foi uma brincadeira filho das estrelas. Estou aqui só de passagem.Diz a dama da floresta que abraça Galafael que não se contem em comoção, pois a druida sentia a Natureza diante dela.
Você não é dama da floresta certo?Diz Argetlan
__Eu sou a Dama da floresta, Senhora das matas, Deusa de todos os animais. Tenho muitos nomes em muitos lugares, mas de onde veio os povos livres me chamam de Allihanna, a deusa da natureza.
Puta merda!Diz Aramil.A deusa da natureza. E pode ajudar a gente? Sei lá….abre um portal, descola um barquinho para o seu mundo. Faz um abrakadabra.
Hama se aproxima.
Senhora. Pode nos ajudar?
Allihanna olha com ternura para o grupo e com sua voz suave diz.Não.
Aramil se joga no chão.
Argetlan se aproxima.
Eu não sou desse mundo. Talvez eu seja do seu.
A deusa da natureza olha para Argetlan.__Você agora é o filho das estrelas. Você não se lembra não é mesmo? Khalmyr o deus da justiça enviou você a pedido de outra irmã minha, mas você se esqueceu de quem você é em sua queda.Uma pena….
O que esta acontecendo?Pergunta Nouer. Esta tudo confuso.
Allihanna olha para o grupo.
Este lugar é Laurina, a filha da mãe noite. A deusa das estrelas é pequena e não pode morrer, pois deuses não morrem. Quando ela renascer tudo vai deixar de existir. Ou melhor, nunca terá existido e isso inclui vocês e eu poderei levar a pequena deusa para cuidar das estrelas de Arton.
Se o Arquimago roubar o poder de Laurina ele pode continuar a ser o deus deste reino ou viajar pelo cosmos atrás de outros mundos.
Talvez o reino ainda exista, mas não sei o que o arquimago fará com vocês.
Aramil se levanta.Gostaria de ver a Laurina renascida não é?Diz o mercenário encarando a deusa da natureza.__Arranja as nossas passagens para casa e a gente cuida do arquimago para você.
Argtlan e Hama olham para Aramil.
Vou ter com meus irmãos.Diz Allihanna.__Vou ver o que eles acham disso, pequeno mortal.
Dizendo isso, a deusa da natureza desaparece em milhões de borboletas. todas as plantas, flores e arvores caem mortas.
O grupo sente como se o tempo havia parado com a chegada da deusa e tudo voltava a correr novamente.
Os cheiros, os gritos e sons.
O grupo continua seu caminho correndo.
Ao longe um gigantesco e colossal obelisco surge entre as nevoas e todas as linhas de prata seguem para a mesma direção.
Uma explosão ocorre
O chão se rasga e uma fenda surge no caminho dos heróis.
O grupo para
Um raio dourado desce dos céus e o Imortal de capricórnio surge novamente com seu manto negro e sua foice.
__Não prossigam! Não façam parte dos planos do Arquimago!
Eu não quero deixar de existir.Diz Nouer. E o mago se teletransporta para o outro lado da fenda e continua a correr em direção ao obelisco.
Concordo com o mago.Diz Aramil.__Eu ainda nem dei uns pega na Marmorai.
O grupo olha para Aramil
Se o arquimago se tornar um deus, tudo estará perdido.diz o imortal.
Eu acredito nos deuses.Diz Galafael.__Corte minha linha! Se isso for impedir os planos do Arquimago, pode fazer.
O Imortal levanta sua foice para cortar a linha de prata de Galafael, então uma bola de fogo explode em suas costas.
Surge o Arquimago.
Uma ponte de pedra é construída.
O Arquimago abre um portal e de dentro dele sai um dragão negro. Kalysht a dragoa do templo das estrelas surge diante dos heróis e ataca o Imortal. O grupo foge pela ponte e Galafael meio sem saber que direção tomar decide correr pela ponte também.
O grupo vai se aproximando o colossal obelisco.
A torre de metal é gigantesca e sua altura não pode ser calculada.
Antes do obelisco o grupo se depara com um portal de pedra.
Inscrições em runas com um brilho azul decoram toda a estrutura.
Seu centro possui uma película translucida e brilhante.
Atrás do grupo o Imortal convoca um poderoso Minotauro
A nova besta fera é muito maior do que a anterior que eles enfrentaram e a mesma corre atrás do grupo a toda velocidade. O chão estremece a cada pisada da criatura.
Aramil dispara uma flecha, mas a mesma bate no peito da criatura e se desfaz.
Sem pensar duas vezes o guerreiro se joga para dentro do portal.
Nouer já o havia atravessado.
Thrandil saca seu machado para ir ter com o minotauro.
Hama em desavença com o príncipe anão decide esfaquear o mesmo, mas Argetlan chega correndo e da uma voadora nos dois companheiros que junto com ele rolam para dentro do portal.
A ultima a chegar é Galafael que adentra o portal com o minotauro já vindo ao seu encanço.
Antes de entrar a druida olha para os céus e faz uma pequena prece a Allihanna, a deusa da natureza.

Continua…..

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Despeço-me!
Do Oráculo da pequena cidade de onde partimos no primeiro dia de viagem. De Caldia e sua chuva que caia fina quando nos despedimos dela. De seu rei, que muito embora buscava justiça e segurança, foi acometido de eventos alheios ao seu conhecimento, e acabou se tornando refém de algo muito maior. Do Eunuco, da torre do rei, do chefe da guarda da cidade, de Allana.
De Marmorai, a quem deixei meu pingente que recebi quando me deram a alcunha de rimador, uma lágrima de prata feita de uma lágrima de verdade. Carinho especial ou amor platônico sem tempo para ser correspondido? Talvez eu não merecesse mesmo. Talvez não saberia lhe dar valor e logo buscaria novos horizontes, se é que me entendem.
Da princesa de Caldia, da cidade dos Anões. Do Dragão negro e suas artimanhas.
De meus companheiros de viagem. Immortale, meu melhor e mais antigo amigo. Jhourn que ficou conhecido como teste de caneca quando derrubou um lorde da guerra à base de boas cabeçadas. Volk, um guia que conhecemos em Caldia, mas que se tornou um grande aliado, protagonista principal de uma das cenas mais improváveis contra cultistas e mercenários dentro do esgoto de Caldia.
Hama e Argetlan que se mantiveram firmes, mesmo com nossa jornada recheada de revés decisivos na saída de Caldia até a chegada na ilha alva. E Killioan, que mesmo não caminhando ao meu lado, tomei conhecimento de suas façanhas e acredito que ele mereça uma menção honrosa.
Aprendi que boas viagens não são aquelas recheadas de êxito, glória, (e por mais estranho que isso possa parecer no meu caso) fama, dinheiro e mulheres. Boas viagens são aquelas em que guardamos as histórias para serem contadas. Boas ou más, mas são histórias. Atingimos o êxito maior em nossa jornada, guiados pelos nossos corações, e fomos juntos passando no meio do fim do mundo e de toda a vida conhecida nele. Livros, linhas da vida, elementais, vampiros, mortos vivos, esqueletos, e nada disso nos deteve. Nos mantivemos firmes até o final. Heróis? Não somos feitos disso. Somos feitos de coragem, para atender um chamado ao qual poderíamos ter negado. À não fugir de um caminho, ao qual poderíamos ter mudado a rota à qualquer momento.
Despeço-me, não pensando que talvez não exista ou não os acompanhe, mas pensando que esse é o fim de um capítulo de uma jornada que apenas começou. Não adeus, mas sim, até a próxima. Elen síla lúmenn’ omentielvo. (Uma estrela brilhará na hora de nosso encontro.)
Aramil.

A ilha alva
celtic_and

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